segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 0 comentários

Indulto de Natal favorece a socialização

Benefícios penitenciários são fundamentais para humanização do sistema prisional do Brasil

O indulto é uma forma de extinção da punibilidade, conforme o Art. 107, II, CP. A competência para concessão de indulto pode ser excepcionalmente delegada, mesmo em se tratando de uma competência privativa do Presidente da República, aos Ministros de Estados, ao Procurador-Geral da República e ao Advogado-Geral da União. O indulto só pode ser concedido "após condenação transitada em julgado, mas, na prática, têm sido concedidos indultos mesmo antes da condenação tornar-se irrecorrível".
O indulto "apenas extingue a punibilidade, persistindo os efeitos do crime, de modo que o condenado que o recebe não retorna à condição de primário". "Há, porém, certa diferença técnica: a graça é em regra individual e solicitada, enquanto o indulto é coletivo e espontâneo".
indulto coletivo abrange sempre um grupo de sentenciados e normalmente inclui os beneficiários tendo em vista a duração das penas que lhe foram aplicadas, embora se exijam certos requisitos subjetivos (primariedade, etc.) e objetivos (cumprimento de parte da pena, exclusão dos autores da prática de algumas espécies de crimes etc.)"

Qual a diferença entre indulto e saída temporária?

O indulto é o perdão da pena. Saída temporária está dentro do processo de reintegração social e nela a pessoa que foi condenada e está no semi-aberto pode ter contato com a família e a comunidade para facilitar essa convivência. A Lei de Execução Penal define que a prisão tem como finalidade reintegrar a pessoa à sociedade, termo que a Pastoral não concorda. Colocar alguém que não soube viver em sociedade em um lugar fechado para aprender a viver com um outro grupo? Ela já é contraditória originalmente, no seu princípio.



sábado, 21 de dezembro de 2013 0 comentários

Encerramento Natalino

Em clima muito festivo, ocorreu o encerramento Natalino do Colégio Estadual Paulo Vi Anexo Conjunto Penal de Feira de Santana, na tarde de terça-feira (17 de dezembro de 2013), com todos os alunos de nossa escola neste anexo. Apesar de ser um momento onde interrompemos nossas atividade, foi um momento muito alegre e festivo comemorando nossas vitorias durantes o ano de 2013 e desejando que o ano de 2014 seja mais um ano de novas superações para todos. O recesso vai até o dia  06 de janeiro de 2014 quando retornaremos e encerraremos nossas atividade do ano letivo e recomeçando o ano de 2014 em 10 de março.
 
Deus nos abençoou durante o ano de 2013 e pedimos humildemente que continue a nos abençoar nos anos seguintes, agrademos a toda a equipe de professores que de forma conjunta e unida proporcionou um anos maravilhoso, agradecimento especial a nossa Diretora Ana Verena Rodrigues Amorim, que com seu jeito amiga coordena uma equipe de forma esplendida, ao Vice-diretor Reginaldo Santos Silva, que sempre busca fazer um trabalho de excelência e a Nilson Sérgio de Brito Ribeiro, Coord. Setorial de Integração Social - CPFS,  que coordena de forma competente esse trabalho de ressocialização feito pelo Colégio Estadual Paulo VI e o Conjunto Penal de Feira de Santana.
















 
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 0 comentários

Presos do conjunto penal de Feira de Santana fazem o Enem


Alean Rodrigues | Sucursal Feira de Santana

  • O detento José Nascimento sonha se graduar em direito
A vontade de mudar de vida está sendo apontada como principal motivação para trinta e dois detentos do Conjunto Penal de Feira de Santana para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013. As provas, que foram realizadas nesta terça-feira, 3, e quarta-feira, 4, em unidades prisionais de todo o território nacional, têm o mesmo grau de dificuldade das aplicadas no Enem regular ocorrido em outubro, embora as questões sejam diferentes.
Em Feira de Santana, foi montado um espaço especial para a realização das provas. Quatro salas do anexo que é utilizado pelo Colégio Estadual Paulo VII foram disponibilizados para os alunos, que fizeram provas objetivas de Ciências Naturais e Humanas no primeiro dia, e Matemática, Redação e Códigos, nesta quarta.
De acordo com o coordenador de ensino da unidade prisional, Nilson Sérgio Ribeiro, uma parte dos participantes tem como objetivo obter a certificação do ensino médio, mas também há outros que usam como forma de ingresso no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
"Nós damos todo suporte para que eles se preparem e obtenham notas máximas. Já tivemos casos de pessoas que obtiveram notas máximas, mas os candidatos obtiveram alvarás de soltura antes de conseguirmos fazer a inscrição deles no Sisu", informou.
O coordenador informou ainda que as inscrições do Enem são repassadas para todos os detentos, sejam eles provisórios ou não, e que sendo aprovados, o caso é encaminhado para o juiz da vara de execuções penais, que deve decidir se o preso é liberado ou não para fazer o curso superior.
"Nesta segunda fase, a decisão cabe especificamente ao juiz ao qual o preso está vinculado, que analisa cada caso, tomando a decisão necessária. Se o preso foi provisório por exemplo, a depender do crime e do seu histórico criminal, o magistrado pode sentenciá-lo e colocá-lo em regime semi-aberto para que possa fazer o curso superior", explicou.
É o que espera José Walter Nascimento, preso há 2 anos por crime de estupro. Ele faz o Enem pela primeira vez e diz que quer tentar uma vaga para cursar direito. "Tenho um sonho e estou tentando ficar entre as melhores notas. Quero fazer uma faculdade e mudar de vida. Só quem cai aqui dentro sabe o que é o verdadeiro sofrimento", disse.
Para Valdirene Souza, presa há mais de 1 ano por tráfico e seqüestro, a oportunidade de dar um vida melhor aos 4 filhos é a principal motivação para fazer o concurso. "Quero fazer uma faculdade e aí com uma profissão vou poder melhorar a vida de meus filhos. Nunca é tarde para tentarmos mudar e eu estou tendo esta oportunidade", afirmou.
Entre os destaques do Enem no Conjunto Penal está José Océlio Bernardino, 50 anos, preso há 3 anos por tráfico internacional de drogas. Ele, que faz o concurso pela 3ª vez, sempre obtém notas altas, embora não tenha conseguido ainda média suficiente para entrar no curso superior. "Com os estudos, me libertei das drogas e consegui mudar minha visão do mundo. Quero vencer e conseguir ter o certificado de curso superior", frisou.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deve divulgar até o dia 9 os gabaritos das provas objetivas em sua pagina na internet www.inep.gov.br.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 0 comentários

Detentos do Conjunto Penal de Feira de Santana realizam o Enem até esta quarta (4)

Os candidatos terão que resolver quatro provas objetivas que abrangem as várias áreas de conhecimento desenvolvidas em sala de aula. Eles farão as provas na própria unidade prisional e socioeducativa.
03/12/2013 17:19
Aldo Matos/Acorda Cidade

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Laiane Cruz

Trinta e dois detentos do Conjunto Penal de Feira de Santana realizam hoje (3) e amanhã (4) o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013. Esta é a quarta vez que internos da unidade prisional participam do processo seletivo, que dá direito a estudantes de todo o país a concluírem o Ensino Médio ou ingressarem no Ensino Superior público ou privado.
O diretor do Conjunto Penal, Edmundo Memeri Dumed, considera que todos os inscritos estão aptos a participar, uma vez que a instituição conta com um posto avançado de uma escola estadual.
Ele explicou ainda que o Enem faz parte da ressocialização dos internos. “Mas eu só vou ficar satisfeito plenamente quando nós conseguirmos fazer com que eles realizem o curso universitário, a partir daqui de dentro do presídio, indo pra faculdade à noite ou de dia com a autorização do juiz”, disse.

E para manter o mesmo rigor e fiscalização durante a aplicação das provas, as salas são trancadas com 24h de antecedência. Somente os fiscais do Ministério da Educação (MEC) podem abri-las e dar andamento aos trabalhos.
Brasil
Ao todo, 30.341 pessoas privadas de liberdade vão fazer o Enem. As inscrições foram distribuídas por todos os estados e o Distrito Federal. O maior número de candidatos está em São Paulo, 9.686. Em seguida vem Minas Gerais, com 5.432 inscritos e Paraná com 1.945. O estado com menor número de participantes é o Maranhão, com apenas 19.
Os candidatos terão que resolver quatro provas objetivas que abrangem as várias áreas de conhecimento desenvolvidas em sala de aula. Eles farão as provas nas próprias unidades prisionais e socioeducativas.
Esses candidatos são isentos da taxa de inscrição, que foi R$ 35 para os demais que fizeram a prova. O número total de inscritos aumentou em relação ao ano passado, quando o exame recebeu 23.665 pessoas, um aumento de 28,2%. O crescimento se equipara ao dos inscritos no Enem aplicado aos demais candidatos, que em 2013 teve 7,1 milhões de estudantes, cerca de 27% a mais que em 2012, com 5,6 milhões de inscrições.
Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o perfil dos candidatos, a maior parte dos inscritos tem entre 22 e 40 anos, sendo que 9 mil têm entre 22 e 30 anos e 8,6 mil, de 31 a 40.
A maioria dos privados de liberdade que farão o exame, 23.405, tem o objetivo de obter a certificação do ensino médio. Além da certificação, o Enem pode ser usado pelos candidatos como forma de ingresso no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no particular, com as bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), e no técnico, pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). 
O ensino superior pode ser cursado de forma presencial pelos detentos em regime semiaberto ou de forma indireta, quando, mediante a autorização de um juiz, o interno tem acesso às gravações das aulas.
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados na página do Inep até 9 de dezembro. Os responsáveis pedagógicos poderão acessar os resultados individuais dos participantes do Enem 2013 da unidade prisional ou socioeducativa pelos relatórios disponibilizados no sistema de inscrição, mediante a inserção da senha pessoal.

Com informações do repórter Aldo Matos e da Agência Brasil.
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Unidade de Feira de Santana promove solenidade do "PARTICIPA"


A palestra “ Violência, Justiça e Privação de Liberdade – Qual a minha responsabilidade social?, fez parte da programação do PARTICIPA - Programa de Valorização dos Parceiros-Cidadãos das Atividades de Escolarização do Colégio Estadual Paulo VI, realizado no dia 29 de novembro, no Conjunto Penal de Feira de Santana.
O evento comemora as parcerias e iniciativas ocorridas ao longo do ano entre os educadores do anexo do Colégio Estadual Paulo VI, a CTPS, o COOSIS e todos os cidadãos que acreditam no poder transformador e na garantia de direitos na possibilidade da educação como instrumento de ressocialização.
A solenidade iniciou com a abertura da mesa para apresentação dos homenageados do  PARTICIPA/2013, bem como a entrega dos certificados parceiros-cidadãos, a “Comenda Servidor Antônio Carlos Gonçalves dos Santos”, e o resultado e premiação do “Concurso de Redação José Machado Amorim”.
O segundo momento do evento marcado pela abertura da mesa-redonda abordando o tema “Violência, Justiça e Privação de Liberdade – Qual a minha responsabilidade social?, mediado pelo professor Paulo de Tarso de Assis e composto pelos convidados Madalena Braga – TV Subaé, Drº José Emanoel Freitas – Blog Viva Feira!, o radialista e blogueiro Profº Elsimar Vinicius, o vereador Pablo Gonçalves da Silva, Danilo Guerra da Folha do Estado e o coordenador Setorial de Integração Social, Nilson Sérgio de Brito.
O PARTICIPA tem por principal objetivo reconhecer as iniciativas significativas e práticas transformadoras, no engajamento dos indivíduos, grupos, empresas, e/ou  corporações cientes das suas responsabilidades sociais e comprometidas com o empreendorismo social.
sábado, 7 de dezembro de 2013 0 comentários

Projeto Começar de Novo no BATV

 A vida é um eterno recomeçar, recomeço, talvez seja o que a maioria acredita, mas na realidade o máximo que ela nos fornece é uma nova oportunidade e não podemos maximizar nesta pratica.

Temos o direito de fazer acontecer, criar, ser e estar, podemos sempre melhorar, evoluir, crescer, e tudo isso é uma questão de ajustar-se, consertar o que não está bem, é unir com quem pode ajudar ou colaborar, é fortalecer o que se tem de melhor, é conhecer suas fraquezas e fortificá-las, é estudar, aprender, conhecer e não apenas se encolher, fugir, ou se ocultar dos fatos, pessoas ou coisas, ou menosprezar-se ou aceitar uma sina negativa infeliz ate mesmo sem gloria. E nunca, jamais se exceder, por conseguinte agir positivamente com a consciência coletiva, fraterna ou universal e não como uma porção de pessoas que se coloca exatamente no lugar do Astro Rei, mas negativamente diante dos fatos da vida.

Pensando assim que desenvolvemos de forma positiva o Projeto Começar de Novo,  um projeto do Tribunal de Justiça da Bahia, visando encaminhar os Privados de Liberdade em Regime Semiaberto para o Trabalho Externo, e trazer as empresas para dentro do sistema Prisional com o objetivo de oferecer um trabalho digno com renda. As empresas podem atuar fora, para os internos do Regime Semiaberto e se instalarem dentro do Conjunto Penal para atender os que estão no Regime Fechado.
 
O trabalho em seu sentido amplo tem uma função muito maior, e uma força educacional essencial para a ressocialização. O trabalho nos ensina a ter metas, objetivos, a seguir regras e ter estratégias em cada atitude que tomamos, por isso que não só buscamos atrair a Empresas para dentro da realidade do Conjunto Penal de feira de Santana, mas também trabalhos com o Projeto de Xadrez, onde podemos ter perseverança e trabalhar com paciência para que desenvolva seu raciocínio lógico sem que se disperse facilmente, entre outras áreas que compõem as funções do raciocínio da mente humana e possa analisar um mesmo problema das diversas maneiras possíveis; tenha uma boa concentração para não deixar 
 
 
A partir dessas premissas, buscamos criar em nós, e servir de espelho para todos, inspirando o brilho da luz verdadeira, que está em nós e a refletir a grandeza do todo em toda as partes deste nosso mundo, colocando em pratica coisas positivas, como a bondade, o respeito, a dignidade, harmonia e felicidade de ser e estar continuando a grande obra iniciada a muito, e a partir dos nossos resultados positivos que estamos tendo nossos frutos frondosos, como todos podemos ver nesta reportagem noticia pela nossa querida TV Subae em seus telejornais, clique aqui

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 0 comentários

Participa 2013





O PARTICIPA tem por principal objetivo reconhecer as iniciativas significativas e práticas transformadoras, no engajamento dos indivíduos, grupos, empresas, e/ou  corporações cientes das suas responsabilidades sociais e comprometidas com o empreendorismo social.


A cada amanhecer
Inicia nossa jornada
E juntos...
caminhamos em direção aos nossos objetivos
Buscando horizontes de conquistas...
Na condução de um mundo melhor...


Baseado neste pensamento, que o PARTICIPA  Programa de Valorização dos Parceiros-Cidadãos das Atividades de Escolarização, Colégio Estadual Paulo VI Conjunto Penal de Feira da Santana, ocorreu mais uma vez no dia 29 de novembro de 2013, reunindo todos os parceiros e amigos que veem contribuindo para o nosso grande trabalho de ressocialização do cidadão. Onde buscamos agradecer aos nossos parceiros pela sua grande ajuda, valorizar nossos amigos funcionários do conjunto penal e mostrar o quanto sua ajuda e participação tem sido importante para nosso trabalho.

Ocorrendo também a premiação da Segunda Edição do Concurso de Redação José Machado Amorim, tendo como ganhadores os seguintes Servidores:

1 Alan Santos Lima
2 Daniel dos Santos Silva
3 Mighton Ico dos Santos

Tema "Educação para privados de liberdade - um ato de obrigaçãobenevolência ou responsabilidade social?"

Também contamos com a justa premiação das Comendas Servidor Antonio Carlos, dadas ao Professor Reginaldo Santos Silva e ao Senhor Nilson Sérgio de Brito Ribeiro, Coordenador Setorial de Integração Social - CPFS, os quais receberam por muito merecimento devido ao seu grande trabalho com dedicação e amor junto ao nosso processo de Ressocialização.

Ganhadores do Premio Parceiro - Cidadão
1) Professora Isa Maria Fonseca Castro
2) Professora Hilda Mendes Nascimento
3) Jornal Folha do Estado
4) Repórter fotografo Luis Vitorino Tito (Jornal A Tarde)
5) Sr Luciano Rego Maltez (Coordenador de Segurança do CPFS)
6) Servidor do CPFS - Sr Andre Pereira de Brito
7) Jornalista Danilo Guerra dos Santos (Chefe de Redação - Jornal Folha do Estado)
8) Jornalista Alean Rodriguez (Jornal A Tarde)
9) Jornal A Tarde
10) TV Geral
11) TV Subae
12) IDESB 



  
  
   


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 0 comentários

COMEÇAR DE NOVO‏

Há 16 anos sou servidor efetivo do Estado, Agente Penitenciário lotado no Conjunto Penal de Feira de Santana, onde exerço a função de Coordenador Setorial de Integração Social. Sou Bacharel em Ciências Contábeis de formação e Especialista em Administração Pública. 

Em nossa Unidade desenvolvemos diversos projetos de forma integrada e intersetorial unindo educação e trabalho para atingirmos nossos objetivos: a ressocialização dos apenado! 

O PROJETO COMEÇAR DE NOVO representa a real perspectiva de reinserção social, com a dignidade que o trabalho oferece. Guardadas as proporções do querer, informado pelo apenado (livre arbítrio), esse projeto é um avanço significativo para o Sistema Prisional Baiano e certamente contribuirá de forma eficaz para a diminuição dos indicies de criminalidade no Estado. É a resposta que faltava ao processo de ressocialização numa sociedade onde não se acredita muito nela!
Atenciosamente,




Nilson Sérgio de Brito Ribeiro
Coord. Setorial de Integração Social - CPFS

Assista ao Video Clicando aqui
quinta-feira, 21 de novembro de 2013 0 comentários

Entrevista no Programa de Olho na Cidade, com Jorge Bianck, falando sobre o projeto PARTICIPA no CPFS

Programa de Valorização dos Parceiros-Cidadãos das Atividades de Escolarização
Colégio Estadual Paulo VI
Conjunto Penal de Feira da Santana

Apresentação


O PARTICIPA é o programa agregador de todas as ações que visam valorizar os Parceiros-Cidadãos das atividades de escolarização desenvolvidas pelo Colégio Estadual Paulo VI, junto ao Conjunto Penal de Feira de Santana, atendendo os Indivíduos Privados de Liberdade nesta Unidade.
O PARTICIPA tem por principal objetivo reconhecer as iniciativas significativas, práticas transformadoras, o “fazer a mais”, o engajamento de indivíduos, grupos, empresas e/ou corporações sabedoras das suas Responsabilidades Sociais e comprometidas com o Empreendedorismo Social, ou seja, todo Parceiro-Cidadão desta importante causa social, a Ressocialização e Ressignificação Social destes Indivíduos Privados de Liberdade.
Por conta disto, é realizado este evento que comemora e, ao mesmo tempo, parabeniza, agradece às parcerias e iniciativas ocorridas ao longo do ano. É o muito obrigado dos educadores do Anexo do Colégio Estadual Paulo VI/CPFS, do COOSIS, do Conjunto Penal de Feira de Santana a todos cidadãos e todas cidadãs que, como nós, acredita no poder transformador, na garantia de Direitos e nas possibilidades que a Educação proporciona aos Indivíduos






segunda-feira, 18 de novembro de 2013 0 comentários

Olímpiadas de Matemática 2013

  Olímpiadas de Matemática ( 2ª fase )


     Aconteceu no sábado dia 11 de setembro de 2013 a 2ª fase da Olimpíadas da Matemática no nosso Colégio anexo - Presídio Regional de Feira de Santana. Nossos alunos provaram mais uma vez que são capazes e vitoriosos e que buscam com muita sede o conhecimento. Foram aprovados 8 alunos para realização dessa prova e com certeza nós  gestores estamos muito felizes , e mais uma vez os alunos do  Colégio Estadual Paulo VI mostram seu potencial!!! Vejam as fotos.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013 0 comentários

Conjunto Penal de Feira de Santana comemora Projeto Amigos da Escola



há dez anos pela Rede Globo com objetivo de fortalecer a rede pública de ensino básico, o Projeto Amigos da Escola também é aplicado no Conjunto Penal de Feira de Santana, onde 70 detentos são beneficiados com aulas regulares do ensino básico ao ensino médio. Órgãos de imprensa, professores e servidores que contribuem com a realização do projeto foram homenageados hoje (23) na unidade prisional, onde também foram realizados a entrega da comenda Servidor Antonio Carlos Gonçalves dos Santos a todos os que contribuem com o fortalecimento da educação no sistema prisional do Estado e um seminário sobre doenças ocupacionais para cerca de 100 servidores da unidade.
“Todos aqueles que não medem esforços para ajudar a área educacional merecem nosso reconhecimento”, disse o diretor do conjunto penal, Edmundo Meméri.  As aulas do projeto Amigos da Escola são realizadas no Colégio Estadual Paulo VI, que funciona dentro da unidade. “A iniciativa é mais que um empreendedorismo social, trata-se da mudança de vida de dezenas de estudantes-detentos através da educação pública, o que não seria possível se não houvesse parcerias com pessoas e instituições que, de alguma forma, contribuiram para que essas mudanças acontecessem”, justificou a professora Ana Verena Rodrigues Amorim, diretora do Colégio. O projeto é uma das ações de ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
Além da homenagem com o título Amigos da Escola, os condecorados receberam a comenda Servidor Antonio Carlos Gonçalves, funcionário da unidade falecido no dia 21 de setembro e um exemplo de incentivo à área educacional, tendo criado dentro da unidade, por exemplo, a Biblioteca Paulo Freire. Familiares do servidor estiveram presentes à solenidade e ficaram emocionados com a homenagem, que contou com uma apresentação em vídeo sobre o trabalho realizado pelo servidor. O coordenador setorial de Integração Social, Nilson Sérgio de Brito Ribeiro, destacou a importância do trabalho realizado por Antonio Carlos. “Além de um servidor exemplar, ele não media esforços para que a área educacional da unidade ficasse cada vez mais fortalecida”, declarou.
A solenidade também teve palestra de representantes do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Feira de Santana sobre saúde e segurança do trabalhador. O evento contou ainda com o apoio de empresas parceiras estabelecidas dentro da unidade, como Lemos Passos, Ki gol, Barbosa & Barbosa, Galvão e Penha

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Começar de Novo: presídio de Feira de Santana se destaca em ações de ressocialização de presos


A biblioteca da unidade prisional dispõe de acesso à informática
As oito salas de aulas são utilizadas pela equipe de 17 professores
A equipe gestora do Programa Começar de Novo no Estado da Bahia, em visita – na última sexta-feira (30/11) – ao Presídio de Feira de Santana, verificou que a unidade encontra-se em um avançado processo de condução do sistema carcerário na direção da ressocialização.

Muitas ações estão sendo realizadas na unidade com o objetivo de devolver a cidadania a detentos e ex-detentos. A intenção do Começar de Novo é, justamente, não permitir que a marginalização provocada pelo isolamento carcerário, se transforme em uma total perda de perspectiva para o apenado e, deste modo, eleve o índice de reincidência criminal.

Cerca de 955 pessoas estão tuteladas na unidade, sendo a maioria de presos provisórios (613), e o restante cumpridores de regimes fechado, semiaberto e aberto. A unidade conta com uma estrutura diferenciada, graças ao conjunto de forças que atuam de forma integrada para oferecer dignidade aos presos.

Oito salas de aulas bem organizadas e uma equipe de 17 professores compõem um investimento educacional que contempla, regularmente, 100 internos. Os que não estão matriculados no curso de ensino fundamental podem ter acesso aos outros espaços de aprendizado, a exemplo da biblioteca, que também dispõe de acesso à informática.

O núcleo de atividades laborais da unidade vem desenvolvendo, periodicamente, cursos capacitadores nas áreas de cozinha, costura, jardinagem e construção civil. Atualmente, cinquenta internos estão trabalhando em empresas parceiras do Começar de Novo. Uma delas é a Conteflex – indústria de embalagens flexíveis – que já integrou quarenta presos em seu quadro de funcionários, e agora está prestes a implantar um núcleo de produção dentro do presídio, voltado para empregar presos em regime fechado.

“Quando eu cheguei aqui, eu passei pouco tempo no pavilhão sem fazer nada. Logo encontrei oportunidade de estudar e trabalhar”, afirmou Diego Figueiredo, preso há dois anos e três meses na unidade, atualmente empregado na Conteflex. “É uma oportunidade ímpar. Tenho colegas que ficaram mais de 20 anos presos e disseram que nunca viram uma coisa dessas. Através do trabalho nós retomamos o contato com a sociedade. Isso é ressocialização”, acrescentou.

Diego sai do presídio, todos os dias, às 21 horas e volta às 6 horas da manhã. No período noturno de produção da empresa, homens e mulheres trabalham juntos. Mais de 80% do público carcerário feminino está trabalhando. Os presos que estão trabalhando foram abrigados em outro pavilhão para que não haja risco de desestímulo por parte dos que ainda não estão inseridos no Programa.

Durante a visita ao presídio, a servidora Maria do Socorro Frerichs – representante do Começar de Novo pelo Tribunal de Justiça da Bahia, reuniu-se com a administração da unidade, Edmundo Dumet (diretor) e Clériston Leite (diretor adjunto), o assistente social Valney Pereira, o coordenador laborativo Nilson Ribeiro, e com o instituto Max Weber, importante parceiro do Programa, que foi representado por Marcos Andrade.

“O projeto Começar de Novo foi um marco. A partir daí estamos sentindo realmente que a ressocialização vai vingar”, afirmou o diretor da unidade, Edmundo Dumet.

Além de um balanço sobre as ações em desenvolvimento na unidade, foram traçadas algumas perspectivas para o aperfeiçoamento do processo de reestruturação do sistema prisional para os moldes da ressocialização. O grande saldo do encontro foi a proposta de implantação do projeto “Xadrez que Liberta”, uma iniciativa do Espírito Santo que incentivou a prática e organizou campeonatos que envolveram 3.500 internos de 32 unidades do estado.

O projeto, que tem o objetivo de cultivar o raciocínio lógico e a criatividade dos internos, ganhou o prêmio “Spirit of Sports”, após concorrer com outros 140 projetos no concurso realizado pela Sportaccord, entidade que reúne federações esportivas internacionais, como a Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Outros estados como Ceará, Minas Gerais e São Paulo, já estão seguindo o exemplo do Espírito Santo e agora chegou a vez da Bahia. Inicialmente será aplicado nos moldes de um projeto-piloto, apenas no presídio de Feira de Santana, para depois expandi-lo por todas as unidades do Estado. O plano inicial deverá formar um clube de xadrez por pavilhão, cada um com um dirigente do próprio grupo e outro monitor de fora, que deverá auxiliar nos grupos que vão se auto-organizar.

“Através das regras do jogo, aos poucos será melhorada a capacidade de concentração de cada participante, a diminuição do impulso de agir e reagir, desenvolvendo ainda a ajuda no pensar e repensar dos atos de cada um”, afirmou a servidora Maria do Socorro, entusiasmada com o projeto que, para ela “influencia de forma direta e incisiva na reeducação do interno e no combate à reincidência criminal”.

Texto: Ascom / Fotos: Começar de Novo
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Detentos comemoram Dia do Estudante e Dia dos Pais

O evento foi realizado pelos detentos que frequentam as aulas no Colégio Estadual Paulo VI

12/08/2013 às 01:19h
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Detentos comemoram Dia do Estudante e Dia dos Pais
Crédito: Fernanda Fontes/FE
Em comemoração ao Dia do Estudante e Dia dos Pais (ambos em 11 de agosto), a diretoria de Educação do Conjunto Penal de Feira de Santana realizou um evento de socialização para os detentos que frequentam as aulas no Colégio Estadual Paulo VI (instituição localizada dentro do presídio). Com apresentações musicais, peças teatrais produzidas pelos alunos, como a Escolinha do Professor Raimundo, depoimentos de detentos e uma pregação religiosa, a celebração, segundo Ana Verena Rodrigues (diretora de Educação dos anexos do Conjunto Penal e das Casas sócio-educativas), serve para ajudar na melhora da qualidade de vida dos privados de liberdade.

 
“As apresentações fazem parte do setor artístico e cultural que trabalhamos. O evento e os depoimentos servem para mostrar a importância da educação, o que eles podem ter através da educação, não só enquanto eles estão presos, mas também após a sua saída. E lembramos dos pais, porque, além de fazer parte das datas comemorativas, tem a intenção  de que eles tenham um momento de socialização, se aproximando ao máximo da realidade, para ajudar quando eles saírem da privação de liberdade”, disse Ana Verena.

 
Atualmente, dentro do Conjunto Penal existem cerca de vinte turmas, que vão da alfabetização ao Ensino Médio pela modalidade educacional EJA - Educação de Jovens e Adultos. São oito salas de aula e 27 professores, que se dividem no turno da manhã e da tarde. Os detentos que frequentam a sala de aula são beneficiados com a redução da pena, na proporção de 12 horas de estudo por um dia a menos de pena.

 
“É primordial, em qualquer presídio, que se faça um trabalho de ressocialização, que se tenha um posto avançado de uma escola dentro dele. Hoje em dia, esta área educacional está andando muito bem, a frequência está sendo muito boa. O comportamento dos detentos que estudam muda gritantemente, eles agradecem muito a oportunidade que têm recebido, pois a forma de educar e ressocializar está sendo muito mais ampla e efetiva”, afirmou Edmundo Memere, diretor do Conjunto Penal de Feira de Santana.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013 0 comentários

O Surgimento do sistema prisional: Punição e Exclusão

Por: Diana Cunha
EDUCAÇÃO  E  RESSOCIALIZAÇÃO PARA QUE?

                Analisar e compreender o sistema prisional penitenciário brasileiro implica em situa-lo também no contexto histórico do surgimento e evolução das penas ao longo do tempo, respeitando as diversas formas de entender e conceituar a pena.
                Na antiguidade, a prisão era desprovida do caráter de castigo, não sendo espaço para cumprimento de pena, uma vez que as sanções se restringiam quase unicamente às corporais através dos suplícios em que os corpos dos condenados eram expostos e submetidos a tormentos, constituindo-se em espetáculos favoritos das multidões através das mutilações diversas, amputação e morte.
                Na idade Média surge a Prisão Estado onde somente as pessoas inimigas do poder, ou adversários políticos poderiam ser recolhidos. Além da prisão Estado havia a prisão eclesiástica, uma inovação da Igreja ao castigar os monges rebeldes ou infratores com o recolhimento em penitenciários, ou seja, em celas (de onde vem o nome da prisão celular), onde os culpados eram recolhidos e isolados em alas dos conventos para que pudessem ficar em penitência, reconciliando-se com Deus.
                No séculos XVI e XVII, a pobreza se abate por toda a Europa, consequência de problemas emergentes na agricultura e crise no sistema feudal tendo como consequência o aumento nos índices de criminalidade, surgindo assim prisões leigas com a finalidade de segregar, por um certo período os mendigos, vagabundos, prostitutas, e jovens delinquentes. Entre essas prisões, a mais antiga foi a de “House of Correction” em Bridewell, Londres.
                Diante de um quadro acentuado de crise, em que se produziram mudanças sócio-econômicas com a passagem da Idade Media para a Moderna acentuando-se de forma mais expressiva no séculos XV, XVI e XVII, dando origem a um numero expressivo de pessoas extremamente pobres, as formas de punir os condenados já não eram suficientes para manter o clima de violência que se instalou durante todo o período.
                 Não havia garantia de segurança.  As penas corporais, o pelourinho e a pena de morte fracassaram dando origem a uma nova modalidade de sansão penal: a pena privativa de liberdade. Contudo também começam a ser difundidas ideias de diversos pensadores no sentido de romper com as velhas concepções arbitrarias existente e a defender os princípios da dignidade do homem.
                Ainda não se podia falar em sistema penitenciário o que só começou a tomar forma nos Estados Unidos, superando a utilização da prisão como meio de custodia simplesmente, evoluindo ao longo do tempo desde o sistema pensilvânico ou celular que tem como característica fundamental o isolamento de preso, imperando a lei do silencio, eliminando o instinto social na expectativa de que com isso conseguiram o arrependimento do condenado através do isolamento.
Diante das constantes criticas que se desenvolvem em relação ao sistema celular, considerando-se os limites e consequências evidenciadas por esse sistema nas relações de poder e principalmente observando que o confinamento solitário produz efeitos desastroso nos reclusos.  A prisão exerce efeito devastador sobre a personalidade e reforça valores negativos não podendo se constituir em treinamento para a vida livre e ressocialização uma vez que adota a norma de controle total da pessoa do preso como elemento essencial na comunicação Estado-Sociedade-Preso.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013 0 comentários

Concurso de Redação José Machado Amorim



A IMPORTÂNCIA DE UMA REDAÇÃO

Redação boa não é aquela em que o aluno apenas escreveu sobre determinado tema, nem aquela em que ele mostrou conhecimento da modalidade culta da língua. Redação boa é aquela cujo autor demonstra vasta cultura geral, prova por meio de raciocínio concludente que sabe argumentar com coerência e apresenta deduções que denotam a verdade de sua conclusão por se apoiar em premissas admitidas como verdadeiras. Por esses motivos é que a redação tem um grande peso na nota.

A importância da redação é relatar um assunto polêmico com suas palavras que diversificam varias opiniões para entrar enfim num só contexto.

Com o intuito de trabalhar os potenciais e as varias visões dos funcionários  sobre sobra vivencias com os alunos, tendo uma redação o poder de observação do seu contexto, não só nas relações interpessoais como profissionais, sendo assim o Colégio Paulo VI - Anexo Presídio Estadual de Feira de Santana, esta organizando o primeiro Concurso de Redação  José Machado Amorim, entre os funcionário do Presídio Estadual de Feira de Santana - Bahia, tendo como tema "Educação para os privados de liberdade".


 
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